segunda-feira, 27 de abril de 2026

ENTENDA A CERTIFICAÇÃO DE VEÍCULOS MODIFICADOS

Regulamentada através da resolução Contran n° 958 de 17 de Maio de 2022, em seu capítulo I, quarto parágrafo, prevê a certificação de veículos modificados que se enquadrem em normas previamente estabelecidas. “II - modificado: veículo que sofreu modificações, realizadas de acordo com regulamentação do CONTRAN e procedimentos estabelecidos pelo órgão máximo executivo de trânsito da União”. Não confundir com Resolução 916/2022 que prevê modificações de suspensão, carga etc. Sem dúvida, um dos maiores obstáculos iniciais, previsto na referida resolução, seria a aprovação em inspeção, para obtenção do certificado CSV (Certificado de segurança veicular) junto ao ITL (Instituto técnico licenciada) devidamente credenciado pelo Denatran, que por questões éticas, não nos aprofundaremos em análise. Com o veículo devidamente certificado e de posse do CSV o próximo passo seria associar-se em um dos vinte e poucos clubes, oficialmente credenciados em território nacional, para a certificação de veículos modificados. Referidos clubes normalmente estão aptos a certificarem veículos de coleção, popularmente conhecido como "placa preta" e também veículos modificados, conforme resolução vigente. Desde os primórdios do antigomobilismo ou automobilismo, modificações das mais diversas maneiras, acompanham todos aficionados, vejam como exemplo, a origem dos hots rods, em território americano. Soldados ao retornarem da Segunda Guerra mundial, encontravam seus veículos destroçados e depenados e os reconstruíam, com o que evidentemente havia restado. Procedendo profundas modificações em sua motorização, chassis e carroceria). Fato recorrente até os dias atuais, vejam exemplo da GM Vintage e outras montadoras que aderiram a projetos denominados “restomod”. Sem dúvida projetos semelhantes, por mais fiel que possam ser, poderão em algum momento, a critério de seus proprietários, serem classificados como " veículos modificados ", principalmente pelo “upgrade” concebido em suas partes mecânicas. Fato também recorrente em projetos únicos ou independentes, presente na mente de qualquer entusiasta, quando o assunto gira em torno de customizações & modificações. Porém sem dúvida, a maior importância, seria a representatividade de veículos devidamente certificados e enquadrados em categorias como modificados, coleção etc., proporcionando enorme resistência a projetos contrários aos interesses do antigomobilismo, de uma forma em geral. Como por exemplo recentemente observado com o PL 3507/2025 que sucumbiu certamente, devido aos mais de 104.000 votos recebidos contrários. Demonstrando a força presente no antigomobilismo, o que certamente não será diferente em demais segmentos, como por exemplo, veículos modificados. Projetos como este, não prosperarão diante da imposição de uma categoria numerosa e de forma organizada, com seus veículos devidamente certificados, constando em estatísticas do DENATRAN E CONTRAN. Porém para tal, precisamos impulsionar e incentivar a certificação de veículos modificados. Outro obstáculo a ser superado, de muita relevância, seria pouca ou nenhuma visibilidade que o padrão de placa adotado atualmente proporciona, pois a categoria herdou os padrões da placa veículo de coleção, popularmente conhecida como “placa preta”, anterior a 2022 ou seja, somente a cor dos alfa numéricos diferenciados, mantendo o mesmo fundo das placas convencionais (acompanhem modelo abaixo, penúltima placa veículos modificados) o que devido a pouca visibilidade e diferenciação, acaba passando despercebidamente por grande parte da população, inclusive de antigomobilistas. Certamente este grande impasse sobre visibilidade, disponibilizado atualmente, para veículos modificados, poderá vir a ser corrigido com a adoção de novas cores, tanto para o fundo da placa, como para seus alfas numéricos, a exemplo do ocorrido com a placa de veículo de coleção, popularmente conhecida como “placa preta”, que anteriormente a 2022, como citado, utilizava este padrão e após intensa e numerosa consulta publica, retornou aos padrões anteriores de fundo preto e alfa numérico branco. Diante do exposto, com relação a visibilidade, acreditamos que uma nova consulta pública com grande manifestação e apoio da categoria, a favor de novo padrão de cores da placa de veículo modificado, certamente alcançará o mesmo efeito, obtido na placa de veículos de coleção, retornando ao padrão “placa preta”, porém como citado, em cores diferenciadas, exemplo: fundo verde, azul etc ou mesmo fundo preto com grafismo de cor diferente (vermelho, amarelo etc). Caber ressaltar, que mesmo diante de intensa campanha, com grande número de adesão e assinaturas, tal iniciativa provavelmente não prosperará, se não houver número significativo de veículos certificados na categoria modificados, despertando assim o interesse e respeito em referida mobilização. Havendo sério risco, provavelmente de serem esquecidas ou mesmo “engavetadas”, devido a falta de interesse e repercussão do referido tema. Vindo a serem classificadas como de pouco interesse pela população, reiterando que só diante de uma manifestação expressiva alcançaríamos a visibilidade que o assunto exige. Solicitamos a contribuição de todos que de todas as mais diversas maneiras, seja através de divulgação, questionamentos, ou mesmo apresentando soluções ou material relacionado, pois somente desta maneira, alcançaremos nosso objetivo de implantarmos uma categoria sólida, numerosa e com uma visibilidade, merecidamente conquistada.

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